Endodontia

Como fazer diagnóstico em endodontia? Veja algumas dicas

Como fazer diagnóstico em endodontia

Essa é uma das especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), abrangendo dezenas de milhares de profissionais formados na área em todo o território nacional e, naturalmente, uma das mais importantes. Por causa da sua complexidade, é importante falarmos sobre como fazer diagnóstico em endodontia.

A endodontia é responsável pelos cuidados com a polpa do dente, lidando com diagnósticos e tratamentos de doenças e demais procedimentos (cirúrgicos ou não) relacionados com a saúde dos canais radiculares e tecidos periapicais.

Assim como qualquer outra especialidade das ciências que cuidam da saúde humana, tratamentos só são possíveis quando existe um diagnóstico efetivo da condição de um paciente. Para chegar a uma resposta, os profissionais da endodontia devem seguir algumas etapas. Entenda melhor!

Aprenda como fazer diagnóstico em endodontia

Como já falamos acima, é imprescindível que profissionais da odontologia conheçam as etapas necessárias para diagnosticar um paciente que busca os cuidados de um especialista em endodontia.

Abaixo, selecionamos as 5 etapas mais importantes. Confira!

1 – Anamnese

Quando falamos sobre como fazer diagnóstico em endodontia, a anamnese é, paradoxalmente, a etapa mais fácil e mais complexa. Isso acontece porque realizar as perguntas adequadas é algo simples, mas as respostas dos pacientes podem não esclarecer suficientemente os sintomas apresentados.

Dentre algumas questões a serem feitas, estão:

  • Quais são os sintomas que levaram o paciente a buscar a ajuda de um odontologista?
  • Existe, no histórico médico, o aparecimento de sintomas semelhantes?
  • O paciente está fazendo uso de algum tipo de medicamento?

No geral, a anamnese odontológica será a etapa responsável por guiar todas as outras, especialmente a realização de exames de imagem.

Quanto mais claras e específicas forem as perguntas, melhor os pacientes serão capazes de trazer respostas precisas que vão ajudar o profissional que deseja aprender como fazer diagnóstico em endodontia.

2 – Testes clínicos

Testes clínicos são todos aqueles procedimentos que podem ser realizados pelo próprio endodontista em seu consultório, sem a necessidade de encaminhamentos externos. Eles servem para confirmar ou descartar algumas possibilidades de diagnósticos mais simples.

Exemplos de testes clínicos incluem: sensibilidade térmica (especialmente ao frio), percussão vertical, análise gengival, avaliações extraorais, mobilidade do dente, testes de palpação, elétrico e de cavidade, entre outros.

Ao pesquisar sobre como fazer diagnóstico em endodontia, saiba que os testes clínicos exigem que o profissional use os conhecimentos obtidos durante seus anos de formação, bem como a observação das estruturas orofaciais do paciente.

Naturalmente, cada análise será realizada de acordo com a necessidade de confirmação de um diagnóstico.

3 – Exames de imagem

Estes exames são uma etapa posterior, porém imprescindível, do diagnóstico em endodontia. Os principais são as radiografias, as quais podem ser utilizadas em diferentes contextos na odontologia. São elas que oferecem uma visão mais clara e objetiva.

Dois dos tipos de radiografias intrabucais mais usadas quando falamos sobre como fazer diagnóstico em endodontia são a radiografia periapical e a interproximal.

Para os consultórios que possuem uma estrutura maior e mais complexa, esses exames podem ser feitos sem a necessidade de encaminhamentos para outras clínicas.

Além de sua importância para a confirmação (ou não) de um determinado diagnóstico, os exames de imagem também servem para avaliar a progressão de uma determinada condição previamente diagnosticada em um paciente, o que contribui para melhores tratamentos.

4 – Conhecimento sobre as principais condições em endodontia

Aliado a todos os passos anteriores sobre como fazer diagnóstico em endodontia, os conhecimentos dos profissionais sobre a área permitirão que eles sejam mais acurados. Isso acontece porque algumas condições e sintomas são recorrentes na prática cotidiana.

Condições como pulpite aguda (reversível, irreversível ou em fase de transição) e abscesso periapical (agudo, crônico ou crônico agudizado) estão entre as mais comuns. Caso a observação do odontologista aponte para os seus sintomas, o diagnóstico fica mais simples.

Apesar de tudo, é preciso se lembrar de que alguns sintomas são compartilhados por mais de uma condição. Ou seja: mesmo quando determinadas características apontam para um diagnóstico, a sua confirmação requer aprofundamento nos exames e testes clínicos.

5 – Trabalhos multidisciplinares

Como mencionado no tópico anterior, algumas características e sintomas são comuns a variadas condições odontológicas, as quais não necessariamente envolvem a especialidade da endodontia. Nesses casos, pode ser interessante envolver outros especialistas para fazer o diagnóstico de forma mais assertiva.

Ou seja: endodontistas também podem trabalhar de maneira multidisciplinar com integrantes de outras áreas e especialidades. Caso o diagnóstico aponte para condições que fujam do campo de atuação, outros profissionais devem ser considerados.

Esse tipo de abordagem é mais fácil em centros odontológicos complexos, onde profissionais de diferentes especialidades trabalham em conjunto. Apesar disso, o networking entre odontologistas pode facilitar a recomendação de tratamentos multidisciplinares.

A verdade é que a prática cotidiana da endodontia varia tremendamente, levando em conta as mais diversas condições que afetam a saúde das estruturas orofaciais. Deste modo, o correto diagnóstico e tratamento dependerão do que foi observado pelos profissionais.

A partir do uso de técnicas clínicas adequadas, exames direcionados e conhecimentos específicos, os diagnósticos se tornam mais precisos. Como consequência, pacientes podem ser tratados de maneira mais eficaz, recuperando a saúde bucal e a qualidade de vida.

Você pode ler acima algumas dicas de como fazer diagnóstico em endodontia. Este é um conteúdo especial elaborado pela redação do Centro de Desenvolvimento Odontológico (CDO).

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